Genética 3G: Precocidade comprovada!

Data: 25/05/2017 00:32:39 Autor: Yuri Farjalla Diretor da Aval Serviços Tecnológicos

O Brasil passa por um momento de ajustes nos campos político e econômico. Os custos de produção têm tido elevações consideráveis nos últimos anos, simultaneamente a uma conjuntura de inflação alta e real desvalorizado frente ao dólar. Por outro lado, o aumento da competitividade com outras carnes, bem como outros mercados, e a possibilidade de o Brasil se consolidar no mercado mundial de carne bovina têm requerido da atividade de pecuária de corte a oferta de produtos de qualidade. Essa demanda juntamente com a necessidade de se aumentar a eficiência do setor têm sido os grandes motores do processo de reestruturação em curso na cadeia produtiva da carne bovina (EUCLIDES FILHO et al. 2003). O atual índice de produtividade do rebanho bovino de corte brasileiro está aquém do seu potencial. Entre outros fatores responsáveis por este baixo índice, está o nível genético do rebanho. A adoção de tecnologia é o meio para que se alcance sucesso na atividade. Além dos contínuos esforços para manutenção e evolução nos aspectos sanitários e nutricionais, a genética do nosso rebanho será o fator de diferenciação entre os modelos de produção. O cruzamento entre indivíduos de raças diferentes, em que o touro é geralmente de raça pura, busca aumentar a eficiência na produção de carne. Nesse contexto de adoção de tecnologias a favor da maior produtividade, o Senepol tem sido utilizado em projetos de cruzamento entre raças, alcançando resultados interessantes. Esse taurino, adaptado aos trópicos, entre outras qualidades, tem contribuído principalmente para que o F1 tenha adaptação ao clima brasileiro e qualidade de carcaça. A superioridade dos animais cruzados em relação aos “puros” depende da utilização de genética superior, o que coloca o Senepol 3G em posição de vantagem na raça. Esse favoritismo se dá pelo fato de que, desde o início da seleção, a marca investe em modernas ferramentas de seleção, afim de produzir e identificar, com segurança, os melhores indivíduos de cada safra. Além das características tradicionais, como fertilidade, desempenho, funcionalidade e temperamento, a 3G, em parceria com o IZ de Sertãozinho/SP, promove testes de eficiência alimentar, nos quais é mensurado o consumo de alimento de machos e fêmeas. Com a Aval Serviços Tecnológicos, são realizadas avaliações objetivas de carcaça, através da ultrassonografia, quando os grupos de contemporâneos estão em idade de sobreano. As informações de Área de Olho de Lombo (musculosidade) e Espessura de Gordura Subcutânea (precocidade de acabamento) são utilizadas como critério de seleção. Em 2015, dos mais de 100 machos participantes do Centro de Performance CRV Lagoa, a 3G fez o campeão Protheus, macho com carcaça de qualidade, classificado como destaque absoluto para Gordura de Acabamento (50% acima da média do grupo); 35° colocado para Marmoreio (22% acima da média do grupo) e 50°, para Área de Olho de Lombo (12% acima da média do grupo). Trata-se de um jovem reprodutor que representa a qualidade da seleção 3G, o que significa mais lucro para o pecuarista e para a indústria. Em 2013, a marca já tinha sido campeã do CP CRV Lagoa, com o touro Hunter da 3G, que se destacou nas diversas características econômicas avaliadas, mas principalmente para Espessura de Gordura Subcutânea. De modo geral, ao se optar por sistemas de cruzamentos, o que se busca é o menor ciclo de produção. Obtido, principalmente, graças à heterose. Outro benefício da utilização dos cruzamentos é tornar os sistemas de produção de bovinos mais flexíveis às opções de mercado. É aí que entra a genética 3G, como ferramenta adequada para a produção do desejado novilho precoce.